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"O objetivo é por-nos a pensar na violência da nossa sociedade"

Rui Neto considera importante a morte da sua personagem porque levanta debates presentes na nossa sociedade

Nuno Mendes é a personagem interpretada por Rui Neto na novela Sol de Inverno, que vai ser assassinada por Frederico, o pai biológico da sua filha adotiva (Camila): “A aparição de Frederico traz muitos problemas para o Nuno, o Simão e a Camila. Vai ser uma chegada de violência e de confusão até ao limite, que vai ser a morte da minha personagem”.

            

Em entrevista, o ator falou sobre o final de Nuno e a importância que esta morte vai ter na história da novela: “Ele morre à porrada com o pai da Camila, é-lhe dado um golpe mortal e o Nuno acaba por morrer quase à frente do Simão e da Camila, portanto vão ser cenas um bocadinho chocantes e emocionais”.

Sobre a gravação desta cena, Rui confessa que foi um momento difícil porque “tinha uma componente de violência física que teria de ser credível; foi uma cena que foi coreografada com o Bruno Salgueiro, a ideia era mesmo criar uma cena violenta e foi muito difícil fazê-la, não só em termos físicos mas também emocionais”.

       

Apesar de ser um fim triste, Rui Neto destaca as questões pertinentes que esta morte vai desencadear: “o objetivo destas personagens é mostrar que uma família homoparental pode adotar e tem condições para ser como qualquer outra. Por isso faz sentido que quem adotou – no caso, o Nuno – morra, para levantar as questões da coadoção e percebermos que um pai como o Simão, quando o companheiro morre, não tem direito a ficar com a filha”. Apesar de ficção, este tema retrata bem a atualidade, “vão gerar-se os conflitos que hoje em dia a nossa sociedade debate nos tribunais para alterar esta lei da coadoção”, acrescenta Rui.

                  

O ator garante que se empenhou ao máximo e espera que esta cena “faça estremecer os espetadores, porque acho que é esse o objetivo: por-nos a pensar um bocadinho na violência da nossa sociedade e nas nossas opiniões e decisões, que nunca podem privar a liberdade do outro. E isso é importante”.

            

Veja aqui o vídeo da entrevista

 

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