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SIC

Sérgio Gonçalves

Vasco Lello

Sérgio Gonçalves, 22 anos

A maior parte das pessoas não me conhece, nem quer conhecer. Eu também não sou muito de me dar a conhecer. Gosto de estar na minha. Por exemplo, não conto a ninguém que gosto de ler, que até tive boas notas e que só não fui para a Universidade porque tinha de ajudar a minha mãe.

A minha mãe teve-me quando tinha 16 anos, por isso, em muitas coisas somos mais irmãos que mãe e filho. Sempre foi só eu e ela. O meu pai não me assumiu e desapareceu da nossa vida. Também, nunca me fez falta, porque o meu avô Zé e o meu tio Fernando foram verdadeiros pais para mim quando foi preciso.

Nasci e vivo num bairro tradicional de Lisboa. Sempre fui a luz dos olhos da minha mãe e por isso ela sempre andou em cima dos meus namoros. Não deu para ter muita liberdade. Gostava de ter ido para a Faculdade de Motricidade Humana, fazer o curso de Gestão do Desporto. Um dia ainda o vou fazer.

Sempre tive facilidade com as mulheres. Talvez por causa de ter convivido muito com as amigas da minha mãe, gosto de mulheres mais velhas. Acho-as mais interessantes. Mas não sou de engates. Levo a minha vida de uma forma mais calma.

Vim parar ao clube através do Graça, que é lá do bairro e me perguntou se eu não gostava de mexer em grandes máquinas e ganhar dinheiro por isso.

Eu até achava que era para trabalhar numa garagem, mas não. Basta saber onde é que se liga o motor e estacionar com cuidado. E nestes anos todos, já lá vão 4, que estou no clube, nunca bati nem dei nenhum toque.

Claro que não sou indiferente às mulheres que entram no Clube todas as noites. Mas não tenho dinheiro para isso. Nem era capaz de pagar para ir com uma mulher para a cama. Não gosto dessas cenas. Se quiserem estar comigo é porque, das duas uma, ou eu lhes dou tesão, ou gostam mesmo de mim.

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