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Martina Chernoff

Ana Cristina Oliveira

Martina Chernoff, 30 anos

O mundo é dos fortes e dos espertos. E eu sempre fui esperta. Aprendi tudo o que sei deste negócio com o meu pai, que nunca se deixou enganar. Em Podolsk, uma cidade satélite de Moscovo, não havia grande escolha. Ou se trabalhava numa fábrica ou se vendia produto na rua, ou se emigrava. Eu escolhi a atividade em que não tinha de acordar cedo e na qual o meu pai trabalhava.

Depois, ganhámos muito dinheiro e começamos a investir em produtos mais rentáveis e mais perigosos. Armas, droga e mulheres. Portugal tornou-se interessante, por causa dos turistas e dos cruzeiros. E começámos a vir para cá.

Sempre gostei da noite. Ganha-se mais dinheiro à noite.

O Clube começou a ser uma prioridade quando conheci a Vera e percebi que podíamos fazer um acordo. É o local ideal para experimentar as raparigas, antes de as mandar para o Médio Oriente ou África. E também é um bom ponto de venda de droga.

Foi através do meu marido, o Oleksandr, que cheguei ao Clube. Ele tem muita experiência na noite de Lisboa. Mas de outros negócios. E além disso, é sócio do meu pai. Toda a gente acha que é ele que faz os negócios. Mas na verdade sou eu. Nisso sou muito parecida com a Vera. E é por isso que nos damos bem. Só que ela ainda não resolveu a questão de o Vasco continuar a ser o dono do Clube. E isso pode ser um problema

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