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Êta Mundo Bom!

De segunda a sexta

Tudo o que acontece de ruim na vida da gente é ‘pra meiorá’”. Esse é o lema de Candinho (Sergio Guizé) sempre que está diante de alguma dificuldade. O destino insiste em pregar peças, mas ele não se sente um coitado. Encara o dia a dia com paixão, bom humor, humildade e generosidade. Com esse jeito otimista de ser, o moço bonito do Interior guia a história de ‘Êta Mundo Bom!’, a próxima novela das seis.


A trama é ambientada na década de 1940, na capital e no interior de São Paulo, e tem como principais fontes de inspiração o clássico iluminista “Cândido ou o Otimismo”, de Voltaire, e a versão do conto para o cinema brasileiro, “Candinho”, filme protagonizado por Amácio Mazzaropi em 1954. Essa última obra leva o tom caipira à novela. “Quis trazer a discussão que sustenta a todos nós, todo o tempo. O mundo é bom? Há motivos para ser otimista? Então por que acontecem tantas coisas ruins? Vale a pena acreditar que um dia tudo vai melhorar?”, relata o autor Walcyr Carrasco, que une a essas referências centrais elementos do conto “O Comprador de Fazendas”, de Monteiro Lobato, e o universo das radionovelas. “Esse conto e as novelas de rádio são lembranças que me acompanham desde a infância e ajudam a criar uma história engraçada, divertida e ao mesmo tempo profunda”, define.


Para imprimir todos esses conceitos na tela, o diretor Jorge Fernando, que já esteve à frente de outras quatro tramas de Walcyr Carrasco, opta por uma linguagem mais simples, abrindo mão de situações cênicas grandiosas. “Essa novela é de uma sensibilidade enorme, então, o foco é na própria história. Quero homenagear a época e as grandes interpretações. É uma novela feita para divertir o público, com muitos ganchos de final de capítulo e personagens adoráveis”, enaltece o diretor-geral e de núcleo.

O início da saga de Candinho
Anos 1920, mansão da rica fazenda Goytacazes. Candinho (Sergio Guizé) nasce numa noite chuvosa, em clima de total tensão. O parto é muito difícil, e o Barão de Goytacazes (Celso Frateschi) pode chegar de viagem a qualquer momento. Com a ajuda da mucama e de sua mãe – a Baronesa de Goytacazes (Natália do Vale) – Anastácia (Nathalia Dill), que engravidou sem ser casada, conseguiu despistar o pai durante os nove meses de gestação. Mas, no dia do nascimento do bebê, ele chega em casa e se depara com a situação. O Barão ordena ao capataz que suma com a criança imediatamente. A mucama consegue impedir que o homem de confiança do patrão jogue o recém-nascido do penhasco, mas também não vê outra saída e acaba embalando Candinho num cesto e colocando-o no rio, à mercê da correnteza. A única esperança de Anastácia um dia reencontrar o filho é o medalhão com uma foto dela que consegue colocar no pescoço do bebê antes de a mucama deixar o quarto.


Levado pelas águas, Candinho vai parar na fazenda Dom Pedro II, uma propriedade decadente no interior de São Paulo, onde vivem Quinzinho (Ary Fontoura) e Cunegundes (Elizabeth Savalla). O casal, que há tempos tenta um herdeiro sem sucesso, decide ficar com o bebê. Mas não demora para Cunegundes finalmente engravidar, e o menino vai sendo deixado de lado pelos “pais”, mesmo com a proteção de Eponina (Rosi Campos), irmã de Quinzinho, e Manuela (Dhu Moraes), a empregada da fazenda. Um amigo da família também está sempre por perto, apoiando Candinho: Pancrácio (Marco Nanini). Professor de filosofia muito sábio, esperto e generoso, ele acompanha a vida do rapaz desde que chegou à fazenda e se interessa por sua origem com a intenção de ajudá-lo.
E, para piorar a situação de Candinho, depois do nascimento da primogênita Filomena (Débora Nascimento), Cunegundes espera um casal de gêmeos.
Muitos anos depois...


Anos 1940. Adulto, Candinho (Sergio Guizé) tornou-se um caipira típico e vive como empregado na fazenda. Cuida dos animais, serve à mesa, faz de tudo, sem direito a quase nada. Mora num barraco do lado de fora da casa principal, de onde recebe as ordens, normalmente aos gritos. Não sai de perto de seu “meió amigo”, o burro Policarpo, para quem Candinho confessa seus segredos mais íntimos, como o amor por Filomena (Débora Nascimento). A bela morena corresponde, mas ninguém percebe o clima entre os dois, embora vivam grudados desde criança.
Até que um dia o primeiro beijo de Candinho e Filomena acontece. O casal é flagrado por Cunegundes, que, na mesma hora, arma um escândalo e exige, diante de toda a família, que Candinho seja expulso da fazenda. Na partida, ele pede para levar o burro Policarpo, seu amigo inseparável. Candinho vai embora, arrasado, deixando toda uma vida e seu grande amor para trás.
Preocupado, Pancrácio (Marco Nanini) alcança Candinho na estrada e o aconselha a ir para São Paulo, em busca de sua mãe. Soube, através do ex-capataz de uma rica fazenda, que um bebê fora abandonado na mesma época do seu nascimento, e que a mãe, de sobrenome Goytacazes, teria se mudado para a capital. Ainda usando o medalhão no pescoço, Candinho encontra uma missão: procurar sua mãe na cidade grande.

Fonte: GLOBO

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