SIC

Perfil

Brevemente

‘E SE FOSSE CONSIGO?’ O DEBATE - Transfobia - sexta

‘E SE FOSSE CONSIGO?’ O DEBATE - Transfobia - sexta

A SIC emite amanhã um debate com sete jovens transexuais. Nenhum deles sente que o corpo com que nasceu corresponda ao que sentem que são.

‘E SE FOSSE CONSIGO?’ O DEBATE

A SIC emite amanhã um debate com sete jovens transexuais. Nenhum deles sente que o corpo com que nasceu corresponda ao que sentem que são.

Todos estão em processo de transição de masculino para feminino ou de feminino para masculino. Falam das dificuldades que tiveram com eles próprios por terem nascido transgénero, com uma identidade de género que não corresponde à identidade do sexo com que nasceram. Os jovens abordam também as dificuldades com a família e com os outros, o preconceito, a incompreensão, a discriminação, o sofrimento e a falta de informação. Falam dos momentos que no dia a dia lhes provocam mal estar como uma simples ida a uma casa de banho pública ou as vezes em que alguém decide tratá-los pelo nome antigo, quando até já fizeram a mudança no registo civil. A lei de identidade de género permite mudar de nome a partir dos 18 anos, sendo que a nova proposta de lei pretende que passe a ser aos 16 anos .

A jornalista Conceição Lino conduz o debate, na sequência do programa ‘E SE FOSSE CONSIGO?’ sobre Transfobia.

Amanhã, às 00:55H, na SIC

  • Letícia sente-se uma mulher como todas as outras

    Transfobia

    Não admite a ninguém que diga o contrário. Conseguiu sê-lo mais tarde. Sofreu pelo caminho, pediu ajuda, teve de encontrar força para continuar. Ao fim de oito anos de espera fez a cirurgia genital que "lhe mudou a vida" e a "fez renascer". Finalmente sentiu que estava acabada, sente-se uma mulher completa.

  • Chamaram-lhe Maria Rapaz, lésbica, afastaram-se dele

    Transfobia

    As gémeas não tinham as mesmas brincadeiras mas a diferença não as separou. Enquanto ele esfolava os joelhos atrás da bola, ela brincava aos cabeleireiros. Foi sempre assim. Andreo Gustavo só pelos 10 anos teve a percepção de que algo não batia certo. Na adolescência tentou adaptar-se. Teve de fingir quem não era, ter brincadeiras que não queria, inventar namorados. Mas não evitou a estranheza. Chamaram-lhe Maria Rapaz, lésbica, afastaram-se dele. Aos 18 anos, isolou-se e chegou a pensar no suicídio. Pediu ajuda e decidiu. Avançou com o processo de mudança de género. Da irmã gémea Ana Rita teve sempre apoio.

  • Gustavo começou a rejeitar o corpo com que nasceu aos 3 anos

    Transfobia

    Tinha apenas 3 anos quando pela primeira vez manifestou rejeição pelo corpo com que nasceu. Sempre se sentiu diferente, mas não entendia porquê e chegou a pensar que não era normal. "Vivia num abismo". Gustavo lembra-se da incerteza dos médicos, da vergonha que passou quando lhes pediu ajuda. Não desistiu. Descobriu outros que, como ele, já tinham tido as mesmas dúvidas e foi encontrando respostas. Hoje, a avó até lhe diz "ó moço, faz a barba".

nas redes

pesquisar